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Jessier Quirino

Jessier Quirino de menino a poeta RELAÇÃO DE PASSAGENS

1946 – Casam-se, em Campina Grande, no dia 30 de novembro, os jovens Antonio Quirino de Melo e Maria Pompéia Araújo de Melo.
Ele, filho de Brejo de Madre de Deus/PE, ela de Campina Grande/PB.

1954 – Nasce, em Campina Grande na Paraíba, na manhã do dia 30 de abril, o menino Jessier Quirino de Araújo, quarto filho do casal Antonio Quirino de Melo e Maria Pompéia Araújo de Melo.
São irmãos mais velhos: Quitério Lamarck, Leonam Quirino (Leo) e Quirinus Quirino. Depois nasce a irmã mais nova Vitória Regina.

O endereço da família sempre foi o mesmo: Rua Antenor Navarro, 1440, no bairro da Palmeira, próximo ao quartel do Exército, em Campina Grande.

1954/1960 – Primeiros estudos: Toda primeira alfabetização é doméstica. O aprendizado é caseiro, com a mãe, o pai e vivência com os irmãos mais velhos. Entra na escola de Dona Salomy, junto ao Convento de São Francisco.

1961 (7anos) – É matriculado formalmente no Instituto Domingos Sávio, que tem como diretora Dona Terezinha Leite, e como professora Dona Glória, onde fez todo o curso primário.
Desde muito cedo demonstra aptidão artística pra desenho. Tem como cenários preferidos pra desenhar, o cristo redentor, o prédio do Congresso Nacional de Brasília e o convento de São Francisco (ao lado da escola).

1961 – Primeira Comunhão: No convento de São Francisco, faz o Sinal da Cruz e diz: Padre dai-me vossa benção porque pequei. E enumera seus pecados: 1- Joguei pedra nos animais (sem ter jogado); 2- Desobedeci minha mãe (sem ter desobedecido); 3- Briguei com meus irmãos (sem ter brigado) e chamei nome feio (sem ter chamado). Cumpre a penitência dada por Frei Petrônio e faz a Primeira Comunhão, juntamente com irmãos Quirinus e Leo. A partir da juventude passou a admirar nome feio.

1962 (8 anos) – Primeiro tibungão: Conhece o mar (praia de Tambaú em João Pessoa). Conhece TV.

1963 (9 anos) – Intriga-se com Brasília/DF e só faz as pazes depois que conhece a Capital em 1978. Razão: um grande amigo (companheiro de carteira de escola) de nome Zé Neto foi-se embora com a família para a construção da Capital Federal, deixando pra trás toda a turma do Instituto Domingos Sávio.

1963 – Afora as tradicionais matinês de cinema, começa a frequentar (com os irmãos mais velhos) o auditório da Rádio Borborema, nas manhãs de domingo, para assistir aos espetáculos artísticos do Clube Papai Noel, comandado pelo radialista Eraldo Cesar.

1965 (11 anos) – Desenho infantil: Entra na Escola de Artes de Professor Miranda, onde estuda até o ano de 1969. Faz os cursos de desenho infantil, desenho artístico e desenho arquitetônico (que passa a ser boa ferramenta para o futuro arquiteto). Teve como um dos professores o artista plástico paraibano Chico Pereira.

1966 (12 anos) – Curso Ginasial: Entra no Colégio Pio XI dirigido por Padre Emídio Viana, para fazer o curso ginasial e começo do científico.

1966 – É inaugurada a primeira emissora de televisão da Paraíba, a TV Borborema Canal 9 de Campina Grande, onde, mais adiante, seu irmão Leo se apresenta com imitações humorísticas de Ronald Golias e Raul Gil, no programa de Eraldo Cesar. Esse acontecimento familiar chama atenção da meninada e desperta em Jessier o interesse para as artes além do desenho.

1966 – Música: Por influência dos festivais de músicas exibidos na TV Record, da Jovem Guarda e da febre dos Beatles que se espalha em bandas de Campina e João Pessoa, Jessier é só ouvidos para música. Lamarck (o irmão mais velho) é Beatles maníaco e Léo (o artista da família) pratica violão e diverte a meninada.

Por meio do rádio, descobre artistas como Coronel Ludugéro, Genival Lacerda, Ari Toledo e Rosil Cavalcanti. Este último comanda o Forró de Zé Lagoa. Começa a atentar para os textos de humor ditos no rádio.

1968 (14 anos) – Momento solene: Faz parte de um grupo de alunos da Escola de Artes de Professor Miranda, formado para recepcionar e apertar a mão do magnata Assis Chateaubriand (dono do Diários Associados), que doou o quadro “O Perna de Pau e sua Senhora” do artista plástico Cândido Portinari ao recém fundado Museu de Artes Assis Chataubriand.

1969 (15 anos) – Desenhista: Ganha a primeira régua “T”, esquadros e escala, e começa a traçar perspectivas, fachadas e plantas baixas.

1969 – Violão: Aprende três acordes de violão ao lado de seu irmão Leo, começa a tocar sozinho, e passa a praticar músicas com o amigo de infância Ciço Galinha. Este, além de companheiro de violão, é um matuto nato, filho de sertanejos, e exerce grande influência em Jessier para graça e as miudezas do homem do campo.

1970 (16 anos) – Compositor: Começa a compor e cantar, por influência da Jovem Guarda e, ao mesmo tempo, se interessar pela música nordestina, por influência de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Marinês, Elino Julião. Tempos do rádio, dos Comícios e festas de parque de diversão e do Clube dos Caçadores de Campina Grande.
Daí pra frente, passa a compor, escrever poemas satíricos, paródias e memorizar poesias dos mestres já consagrados.

1970 – 1º emprego: Filho caçula dos homens começa a trabalhar de camisa social e gravata, no escritório de contabilidade Orcontal, com os irmãos mais velhos.

1971/76 (17 aos 22) – Sertão: Por influencia de amigos e companhias de juventude, passa a conhecer de perto e mais profundamente os costumes do sertão da Paraíba – cidades de Patos, Pambal, Jericó, Catolé do Rocha. Desperta interesse para as particularidades da alma sertaneja.

1972 (18 anos) – Curso Científico/ cursinho: Muda-se para Recife, entra no Colégio Esuda, conclui o Científico e entra na fase de cursinho preparatório pra vestibular de arquitetura.
Mostra sua verve de poeta pra turma de Recife.

1972 (18anos) – Jura Bandeira: Após se apresentar no CPOR de Recife para a Junta do Serviço Militar, é dispensado e jura bandeira no Forte do Brum.

1973 (19 anos) – Trabalho profissional: Começa a trabalhar profissionalmente como desenhista na empresa Serviço Social Contra o Mocambo, na Av. Cruz Cabugá em Recife.
Convive com a sensibilidade dos arquitetos e artistas, e só exerce trabalhos vinculados a desenho arquitetônico até se formar arquiteto em 1982.
Começa a colecionar LPs e mostra sua verve poética e musical aos amigos, no auge das repúblicas de estudante em Recife.

1975 (21 anos) – Faculdade: Depois de tentar arquitetura no Recife, passa no vestibular e entra no curso de Engenharia Mecânica da FURNE em Campina grande. Volta para a casa dos pais.

Trabalha como desenhista no Departamento Técnico da COMDECA, uma empresa de planejamento ligada ao projeto do Plano Diretor de Campina Grande.

1977 (23 anos) – Arquitetura: Transfere-se de Engenharia para o curso de Arquitetura e Urbanismo UFPB, muda-se para João Pessoa e conhece outros artistas, músicos e poetas.
Com técnica apurada em perspectiva e desenho, é contratado por escritórios de arquitetura e passa a integrar (como desenhista) a equipe do Projeto Cura, que desenvolve, entre outras coisas, o planejamento urbano da orla marítima de João Pessoa.

1980 (26 anos) – Casamento: Casa-se com Enedina Helena Rodrigues (Doró), colega do curso de arquitetura, natural de Itabaiana na Paraíba. Nasce o primeiro filho, Diego.

1982 (28 anos) – Forma-se em arquitetura e passa a trabalhar como autônomo com obras em várias localidades. Nasce segundo filho, Vitor.

1983 (29 anos) – Itabaiana – PB: Muda-se de malas e bagagens para Itabaiana. Passa a conviver com o interior. Morando num casarão histórico assobradado com bastante espaço, encontra lugar reservado para criações artísticas. Numa grande sala no 1º andar, passa a praticar, sozinho, sua verve poética. Talvez o 1º ensaio para a carreira teatral.
Nascem o terceiro filho Matheus e a caçula Marcela.

1983 em diante – Como arquiteto autônomo atua em várias cidades, na área arquitetura comercial de concessionárias de automóveis, passa a viajar, a conhecer o Nordeste e usar imagens interioranas na sua criação.
Sempre arquiteto, sempre poeta, sempre declamador, compositor e colecionador de discos, continua produzindo artisticamente.

1991 (37 anos) – Desperta curiosidade. Juntamente com amigos de juventude de Campina Grande (amigos de Pelé) vai a São Paulo, e numa festa informal na casa do “Rei” no Guarujá faz uma mini apresentação. Desperta a atenção de todos do lado de cá a respeito de sua habilidade artística, que foi parar em território importante no Sudeste.

1996 (40 anos) – NASCE O POETA
Primeiro Livro: Com poemas e músicas escritas num longo período de maturação (de várias décadas), é apresentado aos donos das Edições Bagaço de Recife e publica o primeiro livro, Paisagem de Interior, com nome retirado de um poema escrito em 1983, em Itabaiana.
Bem recebido pela crítica, passa a fazer recitais de lançamento e se tornar artista de palco.

1998 – (41 anos) – Publica o livro Agruras da Lata D´água.
A partir de Recife, ao lado das Edições Bagaço, conhece artistas, apologistas, escritores, e tem a poesia comentada em sala, saletas e salões.

1998 – Lança o livro infantil Chapéu Mau e Lobinho Vermelho e faz pequenas apresentações para as crianças.

1999 – Lança o livro Política de Pé de Muro, uma abordagem cômica sobre pichações de candidaturas políticas populares.

2001 – Lança o livro Prosa Morena. Esta edição que veio com um CD no encarte passa a ser um divisor de águas na carreira do poeta e abre caminho para todos os trabalhos virem acompanhados de CD. Os poemas Vou-me Embora pro Passado, Parafuso de Cabo de Serrote, Comício de Beco Estreito e o primeiro causo de Mané Cabelim viram clássicos.
A canção Bolero de Isabel marca a estreia do poeta como compositor e intérprete ao lado Maciel Melo.

Sua poesia gravada abre um leque de exposição muito grande, e, graças às redes de comunicação, é conhecido nacionalmente e mundo afora.

Lança também o segundo livro infantil, Miudinha, dirigida a público entre 4 e 5 anos.

2004 – Lança o CD duplo Paisagem de Interior I e Paisagem de Interior II. Obra de apelo mais popular do poeta com histórias, músicas e causos dos primeiros livros. Marca presença com o clássico “Paisagem de Interior”, a história “Matuto no Cinema” e o causo político “O Matuto e Coroné”, que se tornam clássicos obrigatórios.
Nas canções autorais conta com participações especiais de Santanna Cantador, Silvério Pessoa e Vital Farias.

2006 – Lança o livro e CD Bandeira Nordestina, obra adotada no meio pedagógico.
O poema “Cumeeira de Aroeira lá da Casa Grande” (cantada com Maciel Melo) é tido como obra prima, e surge o segundo causo de Mané Cabelim, que termina virando saga.

2006 – Numa nova vertente artística, é selecionado pela Rede Globo de Televisão, para fazer parte do elenco da minissérie A Pedra do Reino do dramaturgo Ariano Suassuna, e atua no papel de Euclydes Villar.

2010 – Lança o livro e CD Berro Novo. Obra mais versátil do poeta (também adotada no meio pedagógico). Contem poemas, causos e canções autorais, interpretadas, desta vez, em parceria com Dominguinhos, Josildo Sá e participação especial do Maestro Spock. O poeta se atreve em um samba enredo feito com graça e criatividade.

A partir do ano de 2001, com obra e talento reconhecidos por público e crítica, passa a viver exclusivamente da atividade artística, em espetáculos de teatro, eventos culturais, pedagógicos e empresariais em todo o Brasil.

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